O adulto não deve interromper sua concentração e sua atenção, que estão sendo exercitadas no ato de brincar. Após observar a interação da criança com o brinquedo, o cuidador pode imitá-la para demonstrar interesse. Isso acarretará uma sensação de prazer no seu filho e reforçará seus laços afetivos, assim como ela se sentirá desafiada em continuar a brincadeira. Só então o adulto deve sugerir, explicar, estimular, quando solicitado, uma nova ação sobre o objeto.
Não se deve impor uma maneira de agir e sim permitir e encorajar o exercício de criar, imaginar, raciocinar. Um exemplo básico de como a criança começa a raciocinar sobre o objeto é no momento da alimentação. Ainda bebê, sentado no cadeirão, joga a colher ou prato (já vazio) no chão por várias vezes, olha para baixo e para a mãe pedindo para que ela pegue e possam assim repetir a brincadeira. Nesta simples tarefa do dia a dia, a mãe pode estimular a percepção de espaço, profundidade, tempo e ritmo. Pode também interpretar suas ações, narrando-as, o que também estimulará a fala (ex: o prato caiu no chão, embaixo da cadeira. Vamos colocar de novo em cima da mesa).
Fonte: Bebê Abril

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